Sexta-feira, 15 Janeiro, 2021

Lisboa: Confinamento Geral, em vigor a partir de sexta-feira.

O primeiro-ministro António Costa anunciou hoje que o confinamento geral do país, no âmbito do novo período de estado de emergência, vai entrar em vigor já na sexta-feira, 15, com as mesmas regras de março, à exceção da manutenção da atividade letiva.

“Vamos regressar ao dever de recolhimento domiciliário, tal como estivemos em março e abril, quando travámos com sucesso a primeira vaga. A regra é simples: cada um de nós deve ficar em casa”, disse o governante, depois do conselho de ministros de quarta-feira.

O confinamento geral do país entra em vigor a partir das 00:00 horas de sexta-feira, 15, coincidente com o próximo estado de emergência.

O primeiro-ministro garantiu que vão manter-se as mesmas regras de março e abril, com as exceções já implementadas e outras novas, que se prendem com as eleições Presidenciais e a atividade letiva.

“Não deixaremos de poder ir à mercearia, de trabalhar se o tivermos de fazer, mas a regra essencial é ficar em casa. As regras que repomos são essencialmente as mesmas que vigoraram em março e abril, com uma ecceção, que se prende com o calendário da Presidenciais e a necessidade de não voltarmos a sacrificar os estudantes, mantendo em pleno funcionamento todos os estabelecimentos escolares”, garantiu Costa.

O governante admitiu que a manutenção da atividade nas escolas “é um tema que divide a comunidade científica, mas que une a comunidade educativa”.

Depois dos contactos com famílias, pais, professores e diretores de escolas, o primeiro-ministro lembrou as “consequências irrecuperáveis” que a interrupção da atividade letiva teve no ano passado.

“Não podemos voltar a repetir a regra. Há cautelas que tornaram a escola segura. É a única e relevante exceção”, argumentou.

António Costa iniciou a conferência de imprensa a salientar que este é, “simultaneamente, o momento mais perigoso, mas também o de maior esperança”, em relação à pandemia.

O primeiro-ministro colocou em contraste o exemplo de uma senhora de 111 anos, utente de um lar em Gouveia, que foi vacinada, “o que acalenta a esperança de vencer a pandemia”, com os números de mortes dos últimos dias.

“Temos mais 156 mortos hoje e 155 ontem, são 536 as pessoas que morreram desde o passado domingo e percebemos também que estamos no momento mais perigoso”, ressalvou.

Trata-se, prosseguiu, “do momento particularmente mais difícil”. “A mesma esperança que a vacina nos dá de vencer a pandemia é a mesma esperança que alimenta o relaxamento e torna a pandemia mais perigosa”, sublinhou.

Este é, então, “o momento de mobilizar” a comunidade para “travar a pandemia, esmagar a curva, salvar vidas, proteger o SNS e apoiar os profissionais de saúde”. “Não é aceitável ter centenas de mortos por dia”, apontou.

Fonte: LUSA