Quinta-feira, 19 Julho, 2018

Joaquim Peres – Volumes de água e benefícios

O presidente das Águas do Algarve, Joaquim Peres revelou que está a ser estudado em conjunto com a Agência Portuguesa do Ambiente e universidades, a secagem solar das lamas, subproduto do tratamento dos efluentes, processo que «permitirá reduzir o seu volume de água de 85% para 15%» e posteriormente vir a ser usadas na indústria devido ao seu poder calorífico.
Caso a investigação dê bons resultados, o desafio seguinte será interessar algumas indústrias para virem a utilizar as lamas secas como fonte de energia.
Outro desafio, da nova ETAR da Companheira é, segundo Joaquim Peres, o da energia.
Por isso, numa zona antes ocupada por uma das lagoas da ETAR antiga será instalado um parque fotovoltaico, para consumo próprio e utilização na infraestrutura.

Em estudo está ainda a reutilização das águas dos efluentes tratados, para rega, lavagens e para a produção de energia, possível com a instalação de «turbinas nas condutas de rejeição».

Nas lagoas da antiga ETAR, agora desativadas, a Câmara de Portimão, que cedeu o terreno para a implantação de toda a estrutura, quer criar um parque ambiental.

Isilda Gomes, presidente da autarquia portimonense.
A nova ETAR já começa a ter efeitos benéficos no ambiente.
Quando estiver a funcionar em pleno, vai melhorar a qualidade do ar, ao eliminar o mau cheiro proveniente da antiga estação de tratamento. Mas vai também melhorar a qualidade da água na Ribeira de Boina e as condições ambientais do estuário do rio Arade.

Benefícios na qualidade de vida dos residentes e no Turismo, a principal actividade do Algarve.
A nova ETAR da Companheira, representa um investimento de 13,8 milhões de euros e com capacidade para tratar um caudal médio de cerca de 32 mil metros cúbicos de efluentes por dia, produzidos por 140 mil habitantes.