1ªs Jornadas de Gastronomia de Portimão abordam os produtos regionais e a sustentabilidade dos recursos

25 de março – Centro Comunitário de Alvor

O Centro Comunitário de Alvor vai ser esta sexta feira o palco das “1ªs Jornadas de Gastronomia de Portimão – da Ria ao Barrocal”. A organização conjunta do Chef e Consultor Gastronómico Óscar Cabral, da SOMAR.BIO, uma associação algarvia de preservação e educação ambiental, conta com a parceria da Junta de Freguesia de Alvor, e com o apoio da Associação de Turismo de Portimão, do Chef João Oliveira (Restaurante Vista – 1* Michelin) e de outros parceiros locais. O programa das Jornadas é totalmente voltado para a preservação dos sabores locais, para a valorização dos produtos gastronómicos da região, para a sensibilização ambiental e para a sustentabilidade gastronómica enquanto fatores promotores de um salutar e desejado turismo gastronómico na região.

O programa inicia às 09h00 com um passeio pela Ria de Alvor, prosseguindo com a sessão de abertura às 10h00 e a primeira mesa-redonda sobre “as raízes da gastronomia local”. Às 11h30 terá lugar a segunda mesa redonda subordinada ao tema “O futuro da gastronomia local”.Simultaneamente com a mesa-redonda haverá a preparação ao vivo, no palco, de duas iguarias, numa combinação entre ancestralidade e modernidade gastronómica. Por um lado, a Sra. Diamantina, de Alvor demonstrará a preparação de um prato ancestral da região, os milhos aferventados. Este prato, típico da quadra natalícia é feito com milhos, enchidos e cinzas, processo técnico conhecido por nixtamalização do milho. Ao mesmo tempo, e do outro lado do palco, estará o Chef João Oliveira (do Restaurante Vista, com 1*  Michelin) a preparar uma sugestão para utilização de algas na alimentação.

Conforme afirma o Chef Óscar Cabral, também professor de Cozinha nas Escolas do Turismo de Portugal “é urgente valorizar o património alimentar das comunidades. É através de celebrações como a das Jornadas de Gastronomia de Portimão que se debate o ecossistema da gastronomia e o seu impacto no território e nos ativos turísticos da região, trazendo a palco os atores que lhe dão forma, como os produtores, os restaurantes, o poder local, os cozinheiros, os académicos, enfim, criando plataformas de cooperação para que a gastronomia continue a colher a celebração permanente que merece”.

A Engª Carolina Fontinha, voluntária na SOMAR.BIO, adianta por seu turno que “um evento desta natureza permite-nos captar a atenção das comunidades para o trabalho de sensibilização ambiental e de preservação dos ecossistemas, os quais não podem ser alheios à vertente do consumo alimentar e, com isso, à preservação da gastronomia local fomentando-se a existência de cadeias curtas de abastecimento (do produtor ao consumidor, de forma direta), e por isso com menor pegada ambiental, e ainda da valorização e utilização com parcimónia e regra dos recursos marinhos, onde se inserem os bivalves, as algas, e todos os outros produtos da economia azul associados à gastronomia”.